quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Distritais aprovam nova carreira de agentes comunitários


A Câmara Legislativa aprovou, na tarde desta terça-feira (3), o projeto de lei nº 1.737/2013, de autoria do Poder Executivo, que cria as carreiras de Vigilância Ambiental e de Atenção Comunitária à Saúde nos quadros do governo do Distrito Federal. Na prática, o projeto transforma o regime de contratação dos servidores, que deixam de ser regidos pela CLT e ganham a estabilidade prevista no Regime Jurídico Único (RJU).

Fábio Rivas/CLDF


Servidores acompanharam a votação nas galerias da CLDFEmbora não houvesse acordo inicial entre os líderes para apreciar o projeto na tarde de hoje, a presença massiva de trabalhadores na galeria do plenário levou os distritais a apreciarem a proposta, que, por ter sido encaminhada hoje pelo Executivo, acabou não percorrendo as comissões nos prazos regimentais e tendo todo o seu processo legislativo realizado no próprio plenário.

Olgamir Amancia: 16 dias de ativismo feminino


Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense, a Secretária de Estado da Mulher fala da campanha que quer pôr um fim à violência contra a mulher.

Secretária da Mulher do DF

A violência contra a mulher não é distúrbio patológico. É herança cultural da nossa milenar civilização ocidental e machista. Não é problema privado, como diz o ditado popular “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. É questão pública, de Estado, de governo, da sociedade. Não é coisa de pobre nem de rico. Perpassa todas as classes sociais, todas as estratificações humanas. Não elege cor nem raça, nem escolhe lugar. Ocorre em todo o mundo. No Brasil. Em Bangladesh. Na Etiópia. No Canadá.
No momento, cerca de 160 países se mobilizam contra essa epidemia global. É a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Criada em 1991, por 23 mulheres de diferentes nações, reunidas pelo Center for Women´s Global Leadership (Centro de Liderança Global de Mulheres), a iniciativa tem o objetivo de debater e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no planeta.
As pioneiras da mobilização escolheram um período de significativas datas históricas, marcos de luta das mulheres. A campanha começou no dia 25 passado, Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres, e termina em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Vincula, desse modo, o respeito à dignidade das mulheres à defesa dos direitos humanos.
Nos 16 dias de ativismo, que incluem ainda o 1º de dezembro, Dia Mundial da Luta contra a Aids (boa parte dos infectados são mulheres), e 6 de dezembro, Dia do Laço Branco (em que os homens se solidarizam com as mulheres), a sociedade conclama os governos a tomar atitude mais firme diante da violação dos direitos humanos das mulheres.
No Brasil, a campanha foi adotada pelo movimento feminista em 2003. Logo, ganhou a adesão de outros setores da sociedade — governos, empresas, entidades civis. No Distrito Federal, tem o apoio do GDF, por meio da Secretaria da Mulher. Nos 16 dias, há debates, palestras e eventos culturais, em parceria com a Eletronorte e a ONU Mulheres, para estimular a reflexão acerca do problema. Dados da Secretaria de Segurança mostram que, de janeiro a agosto deste ano, foram registradas no DF 10.095 ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha: média de 1.260 casos por mês, 42 por dia e quase dois por hora. É inaceitável.
A violência contra a mulher é problema grave e complexo. O combate exige articulação em rede do Estado e da sociedade. Assim, a Secretaria da Mulher atua em sintonia com os demais órgãos do governo local e federal, empresas privadas e entidades civis. Adota abordagem multidisciplinar que, além da segurança, envolve ações de educação, saúde, assistência social, cultura, esporte e, principalmente, trabalho, emprego e renda, já que a independência econômico-financeira é fator decisivo para a eliminação da violência doméstica.
Nessa linha, programas como o Rede Mulher Artesã, o Prospera Mulher e o Mulheres na Construção proporcionam qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho para o público feminino. O Rede Mulher Artesã atende moradoras de várias cidades do DF que trabalham com artesanato. Por meio dos encontros de economia solidária e feminista, incentiva as artesãs a se unirem em grupos, para facilitar a obtenção de crédito e outros apoios, e concede o selo Rede Mulher, certificação que viabiliza a comercialização dos produtos.
O Prospera Mulher é programa de microcrédito em parceria com o BRB. Em apenas um ano de existência, já emprestou mais de R$ 6 milhões a pequenos empreendimentos urbanos e rurais, formados majoritariamente por mulheres. O Mulheres na Construção, realizado em conjunto com o Instituto Federal de Brasília (IFB), a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), oferece cursos de pintura e azulejista. Lançado em maio do ano passado, já formou 322 mulheres, boa parte delas dividindo hoje canteiros de obras com os homens num dos mercados de trabalho mais machistas do país.
É com esse modelo de gestão em rede e multidisciplinar que a Secretaria da Mulher mais uma vez se associa à campanha dos 16 Dias de Ativismo. Temos a clareza de que o enfrentamento da barbárie das relações desiguais de gênero exige ações criativas, eficazes e ousadas que derrubem preconceitos e garantam às mulheres o direito à emancipação, à autonomia e, principalmente, a uma vida sem violência.

*Olgamir Amancia é Secretária de Estado da Mulher do Distrito Federal, professora da Universidade de Brasília (UnB) e membro da Comissão Política do PCdoB/DF

**Artigo publicado originalmente na edição de 3/12/2013 do jornal Correio Braziliense

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Bárbara Melo é eleita presidenta da Ubes


A União Brasileira dos Estudantes (Ubes) encerrou seu 40º Congresso, em Belo Horizonte, com a participação de 7 mil estudantes de todo o Brasil. Na plenária final do encontro, realizado no ginásio do Mineirinho, a carioca Bárbara Melo, 19 anos, foi eleita presidenta da Ubes e terá, a partir de agora, a responsabilidade de representar os mais de 50 milhões de estudantes do ensino médio, fundamental e técnico brasileiro.


Bárbara Melo durante o 40º Congresso da Ubes/foto: divulgação

Estudante da escola Oscar Tenório na capital fluminense e intensamente envolvida com a onda de manifestações brasileiras que tiveram sua explosão no mês de junho, Bárbara espera que a entidade, com mais de 65 anos, avance na luta pelo passe livre estudantil, na reformulação do ensino médio e nas lutas feministas. A eleição marca a continuidade de gestões de mulheres no movimento secundarista, com a saída da pernambucana Manuela Braga.

Do total de 2.209 votos, a chapa da nova diretoria da UBES “Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós” obteve 82% dos votos, totalizando voto de 1.815 delegados. Também participaram as chapas “Oposição de Esquerda”, com 313 votos, “Reconquistar a UBES”, com 36 votos e “UBES é pra Lutar” com 33. Foram somados apenas 4 votos brancos e 8 votos nulos.
O Congresso da UBES, que teve início na quinta (28/11), reuniu, por três dias, 7 mil estudantes de todos os estados brasileiros nas cidades de Contagem e Belo Horizonte. Foram debatidos temas como passe livre estudantil, reforma política e gestão democrática. Além de emancipação feminina, combate ao genocídio da juventude negra e os desafios do ensino técnico.

A plenária final aprovou resoluções importantes como a permanente luta da entidade pela Reformulação do Ensino Médio, reforma radical no Estado brasileiro em defesa da democratização das mídias e a convocação da Jornada Nacional de Lutas 2014.

Fonte: Site da Ubes


Os servidores técnico-administrativos da UnB reelegem diretoria


A atual diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub)
foi reeleita e vai dirigir o sindicato por mais dois anos. Três chapas disputaram as eleições. Com 412 votos, quase 40%, a Chapa 1 – Autonomia e Luta venceu a eleição realizada nos dias 27 e 28, concorrendo com outras duas chapas, que tiveram 35% e 25% dos votos, respectivamente.
A chapa vencedora defende a eleição paritária para Reitor e a jornada de trabalho de seis horas diárias sem ponto eletrônico. O engenheiro José Pedro, militante do PCdoB, foi eleito coordenador de educação e formação política da nova diretoria.


CTB realiza curso de formação para sindicalistas


O evento é fruto de um convênio da Central com o Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES).
A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Distrito Federal (CTB/DF) realizará, entre os dias 6 e 8 de dezembro, na CONTAG, o primeiro curso de formação da nova gestão da entidade.
Segundo o Presidente Aldemir Domício,"a CTB e o CES ofertam um curso de grande qualidade para preparar sua direção e as lideranças sindicais para grandes desafios. É uma oportunidade que os trabalhadores e trabalhadoras saberão aproveitar."
O curso está previsto para trinta participantes, com prioridade para a direção da CTB-DF, sindicatos filiados e convidados. Para tratar de sua inscrição, envie-nos um e-mail com nome completo, idade, categoria, se exerce mandato sindical e aonde, telefone e e-mail para sec.formacao@ctbdf.org.br e pvss65@gmail.com

Agentes comunitários de saúde terão carreira reestruturada

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, encaminhou nesta sexta-feira (29) o Projeto de Lei que prevê a reestruturação dos agentes da Vigilância Ambiental e da Atenção Comunitária à Saúde, à Câmara Legislativa. Se aprovado, os servidores passarão do regime celetista para o estatutário.
Dênio Simões/GDFAgentes comunitários de saúde terão carreira reestruturada

Os 1,5 mil agentes de vigilância ambiental e agentes comunitários de saúde da atual tabela de empregos comunitários, na zona urbana e rural, serão beneficiados.

Entre os benefícios estão: a mudança para o regime estatutário, jornada de 40 horas semanais e reajuste salarial, parcelado em três vezes, sendo a primeira ainda este mês, a segunda em novembro de 2014 e a terceira em novembro de 2015.

Para o governador Agnelo Queiroz, a categoria merece todo o respeito e essas conquistas fortalecem a atual política de valorização dos servidores.

Governador de Sergipe, Marcelo Déda morre aos 53 anos


Morreu nesta segunda-feira (2), aos 53 anos, o governador de Sergipe, Marcelo Déda. Vítima de um câncer gastrointestinal, o governador foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 27 de maio, com dificuldades para se alimentar. Casado duas vezes, o governador deixa quatro filhos.
Roosevelt Pinheiro/Creative CommonsMarcelo Déda
Governador de Sergipe, Marcelo Déda morre aos 53 anos

Advogado formado pela Universidade Federal de Sergipe, o político estava no segundo mandato. No seu lugar assumirá o vice-governador, Jackson Barreto, do PMDB.

Natural do município de Simão Dias, Déda milita na política desde a década de 70, nos movimentos secundaristas, quando conheceu o então dirigente sindical Luiz Inácio Lula da Silva. Militante do PT, no início dos anos 1980, Marcelo Déda foi fundamental na consolidação da legenda no estado.

Em 1985, o PT decidiu lançar o nome de Déda para concorrer às eleições municipais de Aracaju, com o objetivo de se firmar como um partido nacional. Na época, com 25 anos e sem recursos para a campanha, o candidato fez todos os programas eleitorais gratuitos de televisão ao vivo e apenas com a bandeira do partido na parede do cenário, montado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

“A lei me facultava fazer ao vivo, então eu ia cru, pregava uma bandeira com durex e estava pronto o cenário do ‘ao vivo’. Aquilo que era uma desvantagem virou uma vantagem porque me transformei no âncora do programa eleitoral”, relatou o governador de Sergipe em sua página oficial na internet.


Na eleição municipal, mesmo com recursos para a confecção de cinco mil cartazes, Déda ficou em segundo lugar com quase 19 mil votos. Logo em seguida foi eleito deputado federal por Sergipe.

Um ano depois, foi eleito deputado estadual com mais de 32 mil votos. O revés eleitoral ocorreu em 1990, quando tentou se reeleger para uma das cadeiras da Assembleia Legislativa e obteve 10% dos 33 mil votos que o elegeram em 1986.

Em 1994, foi eleito para a Câmara dos Deputados e, em 2000, conquistou o primeiro mandato de prefeito de Aracaju referendado por 52,8% dos votos válidos. Reeleito em 2004, Déda começou a consolidar a trajetória política para a candidatura ao governo de Sergipe.

Em 2006, deixou a prefeitura de Aracaju para se candidatar ao comando do estado. Eleito em primeiro turno com 52% dos votos, Déda investiu em infraestrutura no interior do estado.

Em entrevista à Agência Brasil, durante a campanha à reeleição, Marcelo Déda disse que o foco de seu governo no segundo mandato (2010 a 2014) seria o combate à violência, o aprofundamento das políticas sociais e a continuidade das obras de infraestrutura iniciadas em 2006.

Com Agência Brasil