segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Juventudes de todos os continentes se encontram no Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes



Chuva, desfile das delegações internacionais, homenagem a Mandela e feira da amizade dão início a festival no Equador

Debaixo de uma chuva fria, o presidente do Equador, Rafael Corrêa, abriu oficialmente na tarde do último sábado (7/12), na capital do país, Quito, o 18º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes. A já tradicional cerimônia teve desfile e marcha das delegações dos 90 países que participam do encontro. O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que morreu na última quinta-feira (5/12), foi homenageado. O Brasil, com 100 delegados, está representado pela presidentas da UNE, Vic Barros e da ANPG, Luana Bonone, entre outros diretores das entidades e integrantes de juventudes sindicais e partidárias.

Carreta da Mulher chega a Arniqueira esta semana


A Unidade Móvel de Saúde da Mulher da Secretaria de Saúde, conhecida como Carreta da Mulher, atenderá as mulheres de comunidade de Arniqueira nos dias 10, 11 e 12 de dezembro. O veículo ficará estacionado em frente à Prefeitura Comunitária, entre o DF Digital e a Escola Classe.



As moradoras poderão fazer exames de mamografias, ecografias, transvaginais e preventivos de câncer de colo do útero (Papanicolau).

A carreta é equipada com consultórios, sala de exames, espaço para coleta de material, aparelhos de mamografia e ultrassonografia. As ecografias realizadas são as de tireoide, mamária, gestacional, transvaginal, abdômen total e pélvica.

Mulheres com mais de 50 anos não precisam de pedido médico para realização de mamografia. Para o exame de Papanicolau é dispensado a solicitação médica para todas as mulheres. Já os demais exames requerem pedidos.

Os atendimentos são feitos entre 8h e 12h e das 13h às 17h. Para serem atendidas, as pacientes devem levar o documento de identidade e o cartão do SUS.

SERVIÇO:

Carreta da Mulher

Data: 10, 11 e 12

Local: SHA conjunto 04 área especial nº 1 - Em frente à Prefeitura de Arniqueira

Fonte: Agência Brasília







Nelson Mandela: revolucionário e estadista

Por Renato Rabelo


Nelson Mandela, ou simplesmente Madiba, como é conhecido por seu povo, nos deixou neste 5 de dezembro de 2013. É com enorme pesar pela irreparável perda que recebemos a triste notícia do seu falecimento. Neste momento de despedida e dor, solidarizamos-nos com o povo sul-africano, com o Presidente Jacob Zuma, com os familiares de Mandela e com todos os que lutam contra a opressão neocolonial, imperialista e racista.




A obra de Mandela sobreviverá. Ele lutou convicta e obstinadamente pela libertação do seu povo e pela edificação de uma África do Sul democrática e justa, livre do “apartheid”. Empenhou-se pela unidade do continente africano e na construção de um mundo de paz e justiça social, sem o racismo e a dominação imperialista.

Como disse o atual presidente da África do Sul, Jacob Zuma, “a nação perdeu seu maior líder”. E podemos completar, sem medo de errar: a humanidade também perdeu um dos seus maiores líderes, que com seu pensamento e ação deixou uma marca indelével na história.

Nascido em 1918, em uma aldeia do interior, Mandela estudou Direito em uma das primeiras universidades de seu país, onde conheceu Oliver Tambo. Juntos, entraram em contato com o movimento de libertação nacional da África do Sul e se integraram ao Congresso Nacional Africano (CNA). O Partido Comunista Sul-Africano, fundado em 1921, caracterizou o então regime como um tipo específico de colonialismo, que oprimia e explorava os trabalhadores e a maioria negra.

Em 1944, já formado advogado, Mandela participou da criação da Liga Juvenil do CNA, da qual foi eleito presidente em 1951. Nesse período, em 1949, o governo sul-africano aprova um novo regime “legal” segregacionista: o famigerado “apartheid”.

A partir desse momento, intensifica-se e radicaliza-se a luta popular e, em 1952, Mandela, já fazendo parte do Conselho Executivo do CNA, lidera nacionalmente protestos que desafiam a nova lei imposta pelo governo de minoria branca. Afirmando que a luta revolucionária é feita de acordo com as condições objetivas, Mandela se vê forçado a entrar na clandestinidade em 1958, acusado com base na Lei de Repressão ao Comunismo.

Em 1964, quando estava sendo julgado, afirmou: “Por várias décadas os comunistas eram o único grupo político na África do Sul que estava preparado para tratar os negros como seres humanos e seus iguais; que estavam preparados para comerem juntamente conosco; conversar conosco, morar e trabalhar conosco. Em função disso, há muitos africanos negros que, hoje em dia, tendem a igualar a liberdade com o comunismo”.

Diante do recrudescimento da repressão, o CNA resolveu organizar a resistência armada e criou um braço armado: Lança da Nação. Nelson Mandela tornou-se o seu primeiro comandante em chefe. Saiu do país com outros companheiros para conhecer novas experiências de resistência anticolonial e fez treinamento militar com etíopes e argelinos. Quando, em 1962, retornou à África do Sul, Mandela foi detido e passou mais de 27 anos na prisão.

A resistência do povo sul-africano continuou e alcançou um nível inédito com a rebelião de Soweto, em 1976. Em meados dos anos 1980, o CNA desencadeia uma campanha que intensifica as jornadas para isolar e debilitar o regime racista, enquanto cresciam as manifestações de solidariedade internacional, e as forças armadas racistas sul-africanas são derrotadas em Angola e na Namíbia, com o apoio da URSS e a participação das tropas internacionalistas de Cuba.

O processo de resistência heroica do povo sul-africano, liderado pela chamada Aliança Tripartite, formada pelo CNA, pelo Partido Comunista Sul-Africano e pela central sindical Cosatu, ganhou força e apoio internacional. Orientados pelo programa da Revolução Democrática Nacional, a resistência popular se fortalece e obriga o regime racista a negociar uma transição. A campanha mundial para a libertação de Mandela atinge seu auge.

No final dos anos 80, iniciam-se as negociações, e em 1990 Mandela é libertado. Nos comícios que reuniam multidões, o líder da Revolução Democrática Nacional gritava “Amandla!” (Poder!), e o povo respondia “Awethu!” (Para o povo!).

Em 1991, Mandela, eleito presidente do CNA, visita o Brasil, e em São Paulo recebe o título de Cidadão Paulistano do então vereador comunista Vital Nolasco. Nesta mesma viagem ao nosso país foi a Salvador, Bahia, onde foi recebido com carinho e festa. Mais de 150 mil pessoas se concentraram naPraça Castro Alves para ouvir sua mensagem.

A transição avança e, em 1994, Mandela é eleito com 62% dos votos presidente da África do Sul. Instala a Comissão da Verdade e da Reconciliação, e governa o país de acordo com as novas condições históricas de defensiva estratégica das forças socialistas e revolucionárias. Se revelou um grande estadista que usou a força de sua liderança para uma unir uma nação dividida pelo ódio racial e a enorme desigualdade social. Em 1996, é aprovada a nova Constituição de conteúdo democrático e patriótico, fato que representou uma grande vitória contra o “apartheid”. Desde 1999 o CNA elege os presidentes do país, primeiro Thabo Mbeki e atualmente Jacob Zuma, que foi anteriormente importante dirigente do Partido Comunista Sul-Africano e até hoje um grande aliado dos comunistas.

A maestria e a genialidade de Nelson Mandela, a sua bravura e inteligência política, a sua convicção e paciência revolucionárias, a sua sábia e heroica atuação na resistência de acordo com as condições concretas de cada momento, são atributos que também podem ser conferidos ao povo sul-africano.

Nelson Mandela é um fruto desse povo, filho dessa gente que sangrou e sofreu – e muito – para conseguir sua liberdade. Diríamos mesmo que é o fundador da nova Nação sul-africana.

Portanto, homenagear Nelson Mandela é, para os comunistas brasileiros, homenagear a consciência e a capacidade de luta e de resistência dos trabalhadores e do povo sul-africano. Homenagear Nelson Mandela é homenagear todos os militantes e dirigentes da Aliança Tripartite que governa hoje a África do Sul com uma orientação patriótica e progressista.

Concluímos reafirmando: Nelson Mandela foi um dos maiores líderes populares do século XX, um exemplo inesquecível de revolucionário e de estadista, fonte de inspiração para novas vitórias libertadoras.

São Paulo, 6 de dezembro de 2013

Renato Rabelo – Presidente Nacional do PCdoB

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Cebrapaz promove debate no Fórum Mundial de Direitos Humanos


A mesa acontece na próxima quarta-feira (11), das 10 às 12 horas, com a participação da presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, Socorro Gomes, do embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahin Al-Zeben e do representante da União Nacional Islâmica, Sheik Mohamad Bukai.

Divulgação

Brasília sediará, entre os dias 10 e 13 de dezembro,o Fórum Mundial de Direitos Humanos (FMDH). O evento, que é realizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) em parceria com entidades da sociedade civil, organismos internacionais, terá a participação representantes de mais de 20 países.
O Cebrapaz participa do Fórum e juntamente com entidades parceiras, realiza uma mesa redonda para debater "Direitos Humanos e a Paz". A mesa acontece na próxima quarta-feira (11), das 10 às 12 horas, com a participação da presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, Socorro Gomes, do embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahin Al-Zeben e do representante da União Nacional Islâmica, Sheik Mohamad Bukai.
“Enfocaremos a questão dos direitos humanos dos povos que estão lutando contra todos os tipos de ameaças e intervenções imperialistas, dos que vivem sob ocupação e de todos os que lutam por seu direito de determinar, livre e democraticamente, o seu futuro. Dando ênfase especial a questão da violação de direitos humanos do povo Palestino, do processo de negociações de Paz na Colômbia e da luta do povo da Síria contra os invasores”, disse Marcos Tenório, presidente do Cebrapaz/DF.

Serviço
Mesa Redonda para debater "Direitos Humanos e a Paz"
Data: 11/12, das 10 às 12 horas
Local: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), auditório 101(Setor de Clubes Esportivos Sul
Trecho 02 Conj. 63, Lote 50)

De Brasília, Renata Martins, com informações do Cebrapaz/DF

Agnelo faz balanço da atuação do GDF em 2013


Com apresentação de indicadores, chefe do Executivo local destacou como positivo o desempenho da gestão este ano

Hmenon Oliveira / Agência Brasília

Secretários de Estado, administradores regionais e dirigentes de empresas públicas do Distrito Federal se reuniram nesta quinta-feira (5) com o governador Agnelo Queiroz. Secretários de Estado, administradores regionais e dirigentes de empresas públicas do Distrito Federal se reuniram nesta quinta-feira (5) com o governador Agnelo Queiroz, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, para uma reunião de balanço das ações de governo realizadas este ano, ocasião em que o chefe do Executivo local classificou como "positivo" o desempenho do GDF.

"Em 2013, já realizamos investimento de R$ 2,3 bilhões, o que nos proporcionou um desempenho excelente, com muita eficiência e competência. Isso possibilitou fazer várias obras em todo o DF. Essa reunião serviu para fazermos uma avaliação do nosso governo e já planejarmos o próximo ano", destacou o governador.

Durante o encontro, Agnelo apresentou, na companhia do vice-governador, Tadeu Filippelli, os investimentos feitos em todas as áreas de atuação e solicitou aos participantes da equipe de governo maior unidade e integração na execução de políticas públicas.

Na abertura do discurso, o governador frisou a tendência crescente do orçamento de investimento anual do DF, que passou de R$ 1,5 bilhão no último ano, para R$ 2,3 bilhão em 2013. Conforme anunciou Agnelo Queiroz, o investimento de 2014 atingirá a casa dos R$ 5 bilhões e possibilitará o reforço das ações.

Áreas essenciais como Transporte, Saúde, Educação, Segurança Pública e Meio Ambiente também estiveram na pauta, e foram anunciadas as particularidades de cada braço de atuação do Executivo.

“Ideias para o DF” abre série com debate sobre desenvolvimento


O presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, é o primeiro convidado do evento promovido pela Fundação Maurício Grabois.



Um debate sobre desenvolvimento, na próxima quinta-feira (12), na Universidade de Brasília (UnB), abre o “Ideias para o DF”, uma série de discussões sobre os desafios do Distrito Federal nos próximos anos.
O evento é promovido pela Fundação Maurício Grabois, que vai coordenar debates sobre temas como saúde, educação, participação social, direitos humanos, segurança pública, transporte, desenvolvimento, cultura, comunicação e política para mulheres e pessoas com deficiência.
O presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Júlio Miragaya, é o convidado desta primeira edição. Miragaya vai apresentar os principais indicadores de desenvolvimento do Distrito Federal, com a análise dos atuais modelos e eixos de desenvolvimento e uma discussão de propostas inovadoras que possibilitem do desenvolvimento sustentável do DF e seu entorno.
O resultado das discussões contribuirá para a sistematização de um documento com propostas e perspectivas do PCdoB/DF para as eleições de 2014.

Serviço:

Data: 12 de dezembro, das 19 às 21 horas

Local: Auditório do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares/CEAM, situado no Campus
Universitário Darcy Ribeiro, prédio Multiuso I Bloco A, Segundo piso.

Promoção: Fundação Maurício Grabois


De Brasília, Renata Martins

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nelson Mandela morre aos 95 anos em Tshwane



Morreu nesta quinta-feira (5) aos 95 anos o ex-presidente da África do Sul e eminente lutador contra o regime de segregação racial do apartheid no país, Nelson Mandela, segundo anunciou no início desta noite o presidente do país, Jacob Zuma, em Tshwane, nome local da cidade de Pretória, capital do país.
Segundo informações médicas, desde 26 de junho Mandela se encontrava em "estado vegetativo permanente". Ante o estado crítico de Mandela, os médicos aconselharam aos familiares na época que desligassem as máquinas que mantinham vivo o ex-presidente.

Em 8 de junho Mandela sofreu uma piora em seu estado de saúde, com uma infecção pulmonar que o fez retornar ao hospital em "estado grave mas estável".

Era a segunda vez em dois meses que o ex-presidente sul-africano era hospitalizado por causa do mesmo problema de saúde que o fez ser internado em março de 2013 e dezembro de 2012.

Mandela passou três semanas em um hospital de Tshwane e posteriormente foi submetido a uma operação de extração da cálculos biliares.

Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul e lutou durante décadas contra o regime de segregação racial do 'apartheid', imposto pela minoria branca euro-sul-africana.

Em 1990 foi libertado depois de cumprir 27 anos de prisão, por sua luta contra o regime racista da África do Sul, isso fez com que recebesse o Prêmio Nobel da Paz em 1994.

Da redação, com agências